Everything's On TV

13 de agosto de 2010


Alguém aqui já parou para pensar no que seria (o ainda não realizado) Rock contemporâneo?
Digo, factualmente, o que há de realmente novo que pode ser chamado de Rock N'Roll hoje em dia?
Lembro-me de que, há um certo tempo, escutei a banda The Hellacopters, e pensei: "bom, isso revive, de alguma forma, o Rock N'Roll".

Entrei em contradição quando conheci um pouco mais da banda. Percebi que eles mesmos estavam desacreditados da atualização do gênero quando nomearam o CD Rock & Roll is Dead. E talvez tenham indicado o principal motivo com uma música no mesmo CD chamada Everything's On TV. Resultado final: alguém aí já ouviu falar em The Hellacopters?

Ok, o rock morreu e tem fiéis seguidores, seguidores que carregam traços de messias. Nas letra do Rock se encontram os conflitos e as experiencias bem sucedidas ou fracassadas. As linguagens mais cultas de um bom progressivo ou alternativo e as futilidades divertidas de um simples punk.

Mas, o que condenou o rock à morte foi justamente esse profile "multifacetado rock n'roll", aliado a tecnologia de informação em constante evolução. É deprimente ver bandas nascendo na internet. O garoto tem 15 anos, usa calças e óculos coloridos, chama os amigos populares do ensino médio da mesma estirpe pra frente do pc e diz: "caras, seremos rockeiros. Está na moda. (afinal, pra que ter talento pra guitarra ou bateria). Foda-se se não temos a voz do Freddie Mercury (usei esse exemplo pra expressar meu ponto de vista quanto a esse Sr. ser o maior vocalista de todos os tempos). Pra que teoria musical, afinal, temos a internet e uma câmera!"

WTF????

Hoje, a mídia colabora para enterrar de vez a história do rock e sufoca os verdadeiros "futuros talentos". (Associo isso a alguma anomalia mental minha. Percebo que acabo de ter saudade de bandas que não gostava há uns 13 anos). :(

Não que este seja o ponto de vista mais correto, mas, o que aconteceu com a junkie/trash life do rock n'roll?
O imediatismo, não, o iMÍDIAtismo em sua troca de informação/conteúdo inútil não encontra uma vacina e estamos conformados com isso. Colaboramos quando, ao invés de comprar CDs e ir aos shows das nossas bandas preferidas, nos contentamos com um CD de Mp3 que reúne todos os álbuns de uma determinada banda. (Damos a impressão de que, para os integrantes, criar músicas, melodias e prensar um CD a cada dois anos é a coisa MAIS FÁCIL DO MUNDO). Achamos mais prático e barato gravar o show da banda num DVD, ou baixá-lo no rapidshare, assistindo "assim que der vontade", e aquela expectativa de esperar ansiosamente que a banda apareça em uma turnê por aqui virou coisa do passado.

Acreditem, ter CDs dos seus ídolos é ter um tesouro. E não é muito caro (se você não for um fã enlouqecido de Pearl Jam, Pink Floyd ou Frank Zappa). Não existe comparação. Ver um show dos seus ídolos, ao vivo, apreciar os trejeitos deles. Putz!












Douglas Leonardo Maia dos Santos (Ogam)
ogam-_-@hotmail.com

1 comentários:

Kori disse...

nem li o artigo. só pra falar q esse autor é um gatinho
#familiarestart por aki tb

;@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@: lindo

NOT.

é engraçado esse tipo de coleção. de disco pra cd e de cd pra mp3, que, mesmo não sendo físico, vc quer ter, diferenciando de algumas pessoas que se contentam com streaming/youtube.
e a ironia da vida é que, depois das bandinhas de nova york de 2000, oq sacudiu o rock foi o emocore-modinha. e agora no brasil o happy rock.
a gente pode torcer pra eles los hermanizarem. lançam a anna julia deles, se isolam e voltam barbudos tocando música boa! :D

ai que vontade de ouvir hellacopters

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