Andreas faz show ao invés de workshop

20 de dezembro de 2010

Cido, Andreas e Marcus

 


Andreas faz show ao invés de workshop


Territory. Até ouvir as palhetadas de Andreas Rudolf Kisser, nessa que é uma das músicas mais importantes na história do Sepultura, a minha ficha ainda não havia caído. "Porra, este é o guitarrista do Sepultura. Ele tá aqui na minha frente". Pode parecer banal, mas, para um fã isso esse é um momento que deve-se registrar.

Como se não bastasse conversar rapidamente com o Andreas e tirar fotos, tive o prazer de tocar na mesma noite com este ícone do metal brasileiro (imagino o frio na barriga dos nossos amigos joinvilenses da Just Face, que subiram ao palco JUNTOS com Andreas).

Como o próprio guitarrista do Sepultura disse, "isso não parece um workshop". Realmente, o clima de Pub não deixou o encontro fruir como um workshop. Infelizmente, ouvi menos do que esperava e ouvi mais besteiras, por parte dos fãs, do que imaginava. O Andreas é um cara simples, um puta guitarrista e um exemplo para os músicos iniciantes que insistem em andar de peito estufado e nariz erguido. Até a maneira como se expressa o diferencia de outros músicos reconhecidos, como os melódicos Aquiles Prister ou Kiko Loureiro, (que são ótimos músicos, mas, nas oportunidades que tive para conhecê-los, os ví como pessoas cheias de sí). Mesmo com tantos pontos positivos, senti falta de ver Kisser com um violão na mão. Acho que o calor do lugar também não animou muito o músico.

Claro, ninguém tem paciência de ferro. O worskhop mal havia começado e um retardado perguntou umas três vezes sobre as brigas e o relacionamento de Andreas com os Cavaleiras. Porra, qualquer fã pitoco deve, no mínimo, conhecer a história básica do Sepultura para não fazer perguntas idiotas como estas. Basta entrar no google para achar inúmeras declarações dos músicos sobre isso. Não é algo que deve ser citado em um workshop.

Fora isso, a apresentação foi ótima, todavia, muito rápida. Acho que as perguntas idiotas devem ter deixado Andreas chateado. Ano passado o workshop demorou cerca de uma hora. Sábado, ele tocou umas seis músicas, respondeu umas 8 perguntas e encerrou o evento. Depois, subiu no palco com a Just Face, tocou Orgasmatron e Paranoid, tirou algumas fotos e foi embora.

Algumas declarações salvaram a noite e tiraram sorridos do músico. Uma mãe coruja apresentou seu filho ao Andreas e contou como era fã da banda e como seu filho segue o mesmo caminho da música pesada. Andreas gostou e deu ao menino uma palheta (O menino fez uma cara parecida com aquela do "Blastoise", do Mundo Canibal).

Kisser falou um pouco sobre os sonhos realizados de um headbanger. Sobre como é incrível fazer parte do G6 do metal (melhores e mais importantes bandas de metal do mundo). "Toda vez que toco com o James Hetfield eu me vejo como fã. É incrível estar com estes caras que você sempre admirou", diz Andreas. Ele também contou que o próximo DVD do Sepultura será quase um filme, contando os bastidores da banda, mas que o lançamento ainda não está programado.

Enfim. Nada como ver um de muitos responsáveis pelo reconhecimento da música brasileira no exterior. Uma mistura entre cultura nacional, críticas e peso faz do Andreas, dos seus outros projetos e do próprio Sepultura o que são hoje.  

São nestes momentos que comprendo porquê outros músicos como Serj Tankian (System of a Down) dizem conhecer do Brasil apenas o Blanka  do Street Fighter e o Sepultura.








Marcus Vinícius Carvalheiro
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